quarta-feira, 9 de maio de 2012

CENTENÁRIO DO CONTESTADO

2012: O ANO DO CENTENÁRIO DO CONTESTADO!!!!

 Mais do que um marco, tal conflito foi um dos mais importantes movimentos da luta pela questão agrária do país, o qual ocorreu em meio a um cenário ocupado e influenciado por teorias messiânicas. Portanto, os alunos da 8ª série do N. E. J. Hermínio Milis, tentaram contar essa história por meio de poesias que contam um pouco da "saga dos sertanejos no Contestado".


A  LUTA  DO CONTESTADO

          Na região do Paraná e Santa Catarina
          Uma região contestada
          Houve uma luta sangrenta
          Pela terra disputada

          Na região contestada
          Estava um clima de forte tensão social
          Fazendeiros tomando terras dos outros
          E isso não é leal
      
          E essa tensão aumentou
          O governo contratou
          Brasil Railway Company
          Que a região comandou

          Ocorreu uma grande guerra
          Lutaram muito por aquela terra
          Sertanejos contra  tropas do governo
          Houve muitos mortos naquele momento

         Sem terras para morar
         Seguiam um monge
         Que no momento de guerra
         Perto de um poço se esconde
       

          O nome do monge era José Maria
          Infelizmente foi assassinado...
          Pelo governo!
          Pessoas que o seguiam choraram
        

          Depois dessa  guerra 
          Os governos dos dois estados
          Chegaram a uma decisão:
          Ocorreu então o litígio:
           E restou somente do povo
          A crença e a devoção!!!


                                          Autores: Luiz Fernando de Souza e           Mailon Maciel Borges de Souza .



                         
                           GUERRA DO CONTESTADO

                   Há um tempo atrás ,
                  Havia  uma guerra em dois estados;
                  Os homens lutavam,
                  e as mulheres costuravam e cozinhavam.

                
                  Era a guerra do contestado,
                  Que com disputas se iniciava;
                  Pelo governo  brasileiro que,
                  Uma empresa norte-americana contratava.

                
                  A empresa bobeou,
                  E os camponeses expulsou.


                 Os camponeses se revoltaram,
                 E da empresa expulsaram,
                 Ainda a incendiaram.


                 O governo reagiu,
                 com 6 mil homens atacou
                 fuzilou e os queimou,
                 E os seus barracos derrubou.

                Com o fim da guerra,
                Um acordo se chegou,
                Acertando os limites,
                E a guerra terminou.



Aluno: Lucas Ruda dos Santos.

domingo, 21 de agosto de 2011

22 de Agosto: Dia do Folclore!


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FOLCLORE BRASILEIRO
Ana Daniele Holovaty Amaral
RESUMO
Este trabalho fará um breve relato sobre a importância  do folclore como elemento de preservação da cultura nacional nas diferentes regiões brasileiras e citará algumas das características  de tais elementos folclóricos.
Palavras - chave: Folclore, mitologia, cultura e preservação.
          A  definição de folclore, tomando-se em conta as muitas que existem, pode ser caracterizada como  conjunto de mitos, crenças, histórias populares, lendas, tradições e costumes que são transmitidos de geração em geração e que fazem parte da cultura popular. O folclore pode ser considerado como a expressão cultural mais legítima de um povo. Sabemos portanto que o folclore é popular, emana do saber cultural, constitui-se em uma tradição, é transmissível notadamente pela oralidade e pela prática, faz parte do conhecimento coletivo, espelha uma situação ou ação, tem caráter universal, é anônimo e é criatividade livre e espontânea de um povo.
        Dentro deste universo folclórico estão: a mitologia, as crendices, as lendas, os folguedos, as danças regionais, as canções populares, as histórias populares, os costumes populares, religiosidade popular ou cultos populares, a linguagem típica de uma região, medicina popular e o artesanato, conforme ensina Carlos Felipe (O grande livro do folclore.Editora leitura. 2.000).
        Na mitologia brasileira podemos destacar alguns personagens e seus mitos, como o Anhangá que é um personagem mitológico da Amazônia protetora da natureza, especialmente dos animais. O Bicho-papão que é uma espécie de home-bicho que amedronta as crianças e que aparece para comê-las se elas não se alimentarem direito ou não obedecer aos pais. O Boitatá é uma cobra-de-fogo que vaga pelos campos, protegendo-os contra aqueles que os incendeiam. O Caipora ou Caapora é um pequeno índio coberto de pêlos, dono da caça e apreciador do fumo e da cachaça ou ainda um caboclo pequeno que aparece montado em um porco do mato. O Chupa-cabras é um animal parecido com um lobo mata animais domésticos principalmente galinhas, cães, cabras e ovelhas sugando seu sangue através de um foro que faz no pescoço da vítima. Muito difundido no sudeste brasileiro, o Chupa-cabras têm sido objeto de atenção inclusive da imprensa ultimamente. O Curupira cujo nome vem do tupi  curu (abreviação de curumim ou menino) e pira (corpo) é um personagem mitológico que com pelos vermelhos e pés virados aparece para despistar os caçadores.É o ente protetor das florestas. O Lobisomem,  mito "importado da europa" é um lobo que amedronta as pessoas nas noites de lua cheia. O Mão-grande é figura mitológica típica do Pantanal Matogrossense, principalmente na Nhecolândia. Trata-se de um homem que vaga pelos cerrados, pastas e capões da região e que agarra o cavaleiro pelo pescoço com suas enormes mãos e o mata.  Mito muito difundido e temido pelos pantaneiros. O Mapinguari é personagem mitológico amazônico que segundo diz a lenda vive nos igapós onde dá uma gargalhada que dá medo nas pessoas. A Mula-sem-cabeça é uma mula-sem-cabeça que solta fogo pelas narinas e boca nas noites de quinta para sexta feira. Dizem que é uma mulher, que tomou a forma do animal como castigo por ter sido amante de um padre. O Negro-dágua é mitologia do Centro-oeste brasileiro, principalmente no Araguaia e nos corixos do Pantanal, que meio homem meio peixe derruba a canoa se o pescador não lhe der um pedaço de peixe. Já o Saci-pererê  é um negrinho peralta e perneta que usa uma carapuça vermelha e um cachimbo na boca e que vive atazanando a vida das pessoas. Muito temido nos confins de nossos sertões, principalmente no Sudeste brasileiro, assusta os viajantes noturnos e as vezes entra nas casas para fazer bagunça. O saci-pererê povoa o imaginário das pessoas simples de nossos sertões.
        Quanto as crendices temos como exemplo que: carranca na proa afasta os maus espíritos; urubu pousado em cima da casa dá azar; cruzar com gato preto atravessando a rua dá azar; chifre ou cabeça de boi na cerca ou no curral dá sorte; passar em baixo de uma escada a pessoa não progride na vida; apontar estrelas faz nascer verrugas  e sexta-feira 13 é dia de azar.
        Entre as principais lendas brasileira, temos a do Boto-cor-de-rosa que surge na época das festas juninas, transformando-se em um rapaz que conquista a primeira bela jovem que encontra, levando-a para o fundo dos rios. Outra lenda interessante é a do guaraná que diz que Tupã concedeu um filho a um casal de índios, mas Jurupari atraiu o menino para pegar frutos em uma arvore e o mordeu e ele morreu. Tupã ficou com dó dos pais e lhes enviou uma mensagem em forma de trovão, determinando que eles entregassem os olhos do menino separados do corpo que deles nasceria uma planta muito importante e boa para toda a tribo. Assim, nasceu uma planta cuja fruta tem a forma de olho humano cercado de uma película branca, que os índios chamaram de guaraná, que significa "parecido com gente viva".  No Rio Grande do Sul a lenda do “Negrinho do pastoreio” é uma das mais conhecidas: um menino escravo conhecido por "Negrinho" perdeu uma corrida de cavalo de seu amo, o qual o castigou mandando pastorear bem longe fazendo com que ele tivesse que ficar sozinho muito tempo e pedisse ajuda à Nossa Senhora acendendo uma vela para ela. Como o rebanho que pastoreava fugiu, o seu amo o castigou severamente deixando-o em carne viva e o colocando para morrer em um formigueiro. O Negrinho chamou por Nossa Senhora que o ajudou. No dia seguinte o seu patrão o viu alegre e forte ao lado da Virgem Maria, envoltos em um facho de luz e perto o cavale e o rebanho. O Neguinho montou o cavalo e saiu conduzindo o rebanho. Assim, quando alguém perde alguma coisa pode pedir para o "Neguinho do pastoreio" acendendo uma vela à Nossa Senhora, que encontrará o que procura.
Porém. A índia convencida de que seu querido era amava sua rival, afastou-se para não atrapalhar a felicidade de seu amado, fugindo para a floresta. Tupã reconhecendo o gesto bonito da índia, contemplou-a com o canto mais bonito da floresta. Assim, quando o Uirapuru canta todas as aves e seres da floresta ficam quietos para ouvi-lo de tão bela é sua voz.
        Deve-se observar que há especialistas que não consideram as lendas indígenas como integrantes do nosso folclore, mas tão somente as crendices que dão causa, como, por exemplo, a de que as penas ou a visão do Uirapuru traz sorte, daí porque muitas lendas indígenas brasileiras acabam sendo confundidas com o folclore. De toda forma, estão relativamente integradas no nosso folclore, tanto por esse motivo, quanto por serem contadas e cultivadas também pelo homem simples do campo ou dos sertões.
        Já exemplos de folguedos são as vaquejadas, maracatus, bumba-meu-boi, festas juninas, congadas e as cavalhadas. Temos, ainda em nosso patrimônio folclórico, as danças regionais, domo o frevo, o baião, a cabinda, o o maracatu, o chote nordestino, o xaxado e o fandango. Entre as canções populares temos as cantigas de roda, as canções de ninar, acalantos, cantigas de pescadores e cantigas do catimbó. Outras expressões folclóricas brasileiras são a religiosidade popular ou cultos populares, que têm como exemplos principais a pajelança, candomblé, catimbó e umbanda. O folclore é tão importante que há uma data específica para comemorá-lo (22 de agosto), o que é feito em muitas regiões do Brasil, quando milhares de pessoas relembram estes aspectos de nossa cultura.
       O folclore é o conjunto de nossas mais expressivas manifestações culturais e traduz a história de nossa gente. Constitui-se em dos nossos mais ricos patrimônios, de maneira que deve ter a atenção do poder público e da coletividade para que seja preservado, cultuado e respeitado, bem como deve ser protegido judicialmente se preciso. Portanto, o folclore como expressão do povo, faz parte da riqueza cultural e assim está inserido no patrimônio cultural nacional.
REFRÊNCIAS:
AZEVEDO, Ricardo. Meu livro de Folclore. Editora Ática, 8ª ed. São Paulo, 2011.
CASCUDO, Luis Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. Editora Ediouro, 3ª ed. Rio de Janeiro, 1972.